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Por novos capítulos

Desde 2015 no Botafogo, Vitor Gelli mostra confiança para a temporada 2019/20
Atualizado em 22-08-2019, 16:00

Desde 2015 no Botafogo, Vítor Gelli é o único remanescente do primeiro elenco montado em General Severiano para a retomada do vôlei botafoguense. Capitão no título da Superliga B, Vítor foi, ao lado de Lorena, a grande referência do time dentro e fora da quadra. Após quatro tentativas, o Botafogo volta a disputar a principal competição do país no esporte, com elenco mais encorpado e novas caras. Em entrevista, o levantador falou sobre o sucesso da última temporada, a relação com Lorena e mostrou confiança para os desafios que estão por vir.

TÍTULO

- Me deu a sensação de dever cumprido! Desde o começo, em 2015, tínhamos a expectativa grande de conquistar a vaga e nos sentíamos em condições totais, mas não aconteceu. Com a justa oportunidade dada ao Walner, que nos auxiliou em duas temporadas e vinha acumulando títulos na base, tivemos algumas mudanças positivas principalmente no que diz respeito ao dia a dia da equipe e alcançamos a tão sonhada vaga na elite. Vencer a Superliga B foi algo realmente grande, fruto de um trabalho sério, perseverança, e paixão da nossa torcida, que foi decisiva nos últimos jogos. 

PAPEL

- Tentei passar aos mais novos e aos atletas que tinham chegado o que era o Botafogo, como funcionava a estrutura, o campeonato e o que era jogar para a nossa torcida. Tentei ser uma ponte entre as equipes anteriores e a que a gente estava formando, podendo, assim como o Walner, aproveitar a vivência do certo e do errado.

MOMENTO DECISIVO?

- Tiveram alguns jogos muito duros, vitórias bastante comemoradas, mas acho que o nosso dia a dia foi o que nos deu mais confiança e nos credenciou ao título. Me arrisco a dizer que o nível de competitividade e intensidade que tínhamos nos treinos era maior do que nos jogos. Nos deparamos com situações muito difíceis em vários momentos da competição, mas sabíamos que estávamos totalmente preparados para superar o que estava acontecendo. Por questão técnica, emocional, física ou tática, a gente sempre tinha a saída dentro do que já tinha feito durante a semana. Nosso time podia não ser o melhor tecnicamente, mas era muito seguro do que estava fazendo e tinha "sangue nos olhos". Então, pra ganhar o Botafogo você não podia ser apenas melhor tecnicamente, mas tinha que ter nervos de aço e muita atenção.

LORENA

- É um cara que eu só conhecia de jogar contra, não era muito fácil (risos) e hoje se tornou um grande amigo. É o tipo de pessoa que sempre quero ter ao meu lado, um cara fantástico de caráter incrível. Como jogador, continua sendo excelente e não dá para entender muito o porquê dele não ter sido aproveitado na Seleção Brasileira. Agregou muito ao nosso time do ano passado e vai continuar sendo essencial pela qualidade, espírito de luta e liderança que exerce no grupo.

PRÉ-TEMPORADA 

- É muito bom voltar, estava sentindo uma falta enorme da rotina de treinamentos com o grupo. A gente tem um bom tempo de preparação, que é um fator altamente positivo para ser aproveitado já no Estadual e, futuramente, na Superliga. Nosso time vai dar o que falar, aliamos a experiência de jogadores vitoriosos com jogadores em prejeção, querendo mais do que nunca se firmar no cenário do voleibol e colocar o Botafogo onde ele merece, que é nas cabeças.

 

Assessoria de Imprensa