Por trás da base – Medicina e Fisioterapia

Seguindo com a série de reportagens sobre os departamentos da base, José Guilherme e Leonardo detalham os setores que comandam

Atualizado em 04-05-2022 às 16:40

O futebol, nos últimos anos, tem se tornado cada vez mais físico e, portanto, as exigências do corpo de um atleta estão cada vez maiores. Dando prosseguimento à série de reportagens sobre os departamentos das categorias de base do Botafogo, o coordenador médico José Guilherme Neves e o coordenador de fisioterapia Leonardo Reis contaram com mais especificidades sobre seus respectivos trabalhos no clube.

Formado pela UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), além  de ortopedista e traumatologista pelo Hospital Municipal Miguel Couto, o Dr. José Guilherme conta que lidar com atletas em formação durante a recuperação de uma lesão não é das tarefas mais fáceis. Ele diz que sempre busca orientar, explicar e mostrar a necessidade do tratamento e recuperação. Isso porque, segundo ele, a ansiedade e vontade de jogar misturada, às vezes, com o medo de perder a posição no time faz com que muitos atletas queiram acelerar o processo, não respeitando os limites do próprio corpo.

“A maior diferença de um atleta profissional para um em formação, fisicamente falando, é o conhecimento do próprio corpo. Precisamos trabalhar muito nessa parte do amadurecimento do atleta em conhecer seus limites e entender os sinais de sua constituição física. Criar nele o entendimento de como seu organismo funciona a fim de poder evitar lesões mais sérias, de sinalizar quando algo diferente está ocorrendo, de saber o momento de se preservar e entender quando parar e quando continuar”, comentou o médico de 40 anos, que está no Glorioso desde fevereiro de 2016.

Sem título

Dr. José Guilherme ainda dissertou sobre os cuidados que tem para identificar possíveis lesões crônicas em um jovem jogador. De acordo com ele, além dos exames auxiliares de imagem, exames físicos e da própria ida do atleta ao Departamento Médico buscando atendimento, é possível desconfiar quando o atleta apresenta queixas frequentes, mudança de gestual de jogo, diminuição do rendimento em atividades específicas e medo ou reclamação em atividades que antes fazia sem limitações.

Porém, esse trabalho de recuperação física dos atletas não é feito sozinho pela área médica. Segundo Leonardo, os cuidados com o corpo neste início de temporada têm de ser ainda mais reforçados para atletas em formação. “Tem um período de inatividade grande, então nós temos que ter cuidado em fazer uma boa avaliação dos atletas. Para que ele consiga ter a forma ideal durante toda a temporada, é importante trabalhar com a prevenção monitorando esse atleta com várias avaliações específicas de fisioterapia, na busca de que ele consiga se desenvolver da melhor maneira possível. Uma situação importante no período pré-competição é tentar identificar alterações articulares e musculares que possam ser apresentadas e, assim, fazer intervenções da maneira correta”, disse o profissional de 45 anos.

Formado pela Universidade Gama Filho e pós-graduado em anatomia e biomecânica, Leonardo explicou sobre o trabalho feito na recuperação de atletas em formação. Ele diz que são feitos exercícios de força gestual, de movimento para aumentar controle motor e estabilidade. Além disso, o fisioterapeuta afirma que, em um primeiro momento, o atleta lesionado pode permanecer em uma sessão de massoterapia, já que hoje no Botafogo existem vários recursos - eletro, termo, fototerapia, mecanografia - em que é utilizado tudo o que há de melhor para reabilitação do jogador. 

“O mais importante é a atuação preventiva da fisioterapia, seja de forma direta ou indireta, com os atletas lesionados ou em plena saúde performando, e em conjunto com a preparação física. Como se trata de atletas em formação, temos todo o cuidado para que ele consiga realizar todas suas atividades de forma coerente e de acordo com a sua categoria. Bem diferente do trabalho executado com atleta profissional, este já chega pronto com as suas capacidades sensório motoras já desenvolvidas, aptidão física em plena forma. Nosso departamento está sempre fazendo o polimento desse atleta, mas não deixando de trabalhar na prevenção que é uma forma importante para tentar evitar as lesões do esporte, que a cada dia que passa está mais veloz e forte”, completou Leonardo.

No entanto, Leonardo, que está no clube desde agosto de 2019, irá se despedir da base alvinegra, pois irá assumir o departamento de fisioterapia na equipe Sub-23 do Fogão. Quem assume o seu cargo é André Amorim, um profissional que já passou pelo Botafogo, saiu para trabalhar fora do país e agora retorna ao Glorioso.

Sem título

Assessoria de Comunicação

O futebol, nos últimos anos, tem se tornado cada vez mais físico e, portanto, as exigências do corpo de um atleta estão cada vez maiores. Dando prosseguimento à série de reportagens sobre os departamentos das categorias de base do Botafogo, o coordenador médico José Guilherme Neves e o coordenador de fisioterapia Leonardo Reis contaram com mais especificidades sobre seus respectivos trabalhos no clube.

Formado pela UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), além  de ortopedista e traumatologista pelo Hospital Municipal Miguel Couto, o Dr. José Guilherme conta que lidar com atletas em formação durante a recuperação de uma lesão não é das tarefas mais fáceis. Ele diz que sempre busca orientar, explicar e mostrar a necessidade do tratamento e recuperação. Isso porque, segundo ele, a ansiedade e vontade de jogar misturada, às vezes, com o medo de perder a posição no time faz com que muitos atletas queiram acelerar o processo, não respeitando os limites do próprio corpo.

“A maior diferença de um atleta profissional para um em formação, fisicamente falando, é o conhecimento do próprio corpo. Precisamos trabalhar muito nessa parte do amadurecimento do atleta em conhecer seus limites e entender os sinais de sua constituição física. Criar nele o entendimento de como seu organismo funciona a fim de poder evitar lesões mais sérias, de sinalizar quando algo diferente está ocorrendo, de saber o momento de se preservar e entender quando parar e quando continuar”, comentou o médico de 40 anos, que está no Glorioso desde fevereiro de 2016.

Sem título

Dr. José Guilherme ainda dissertou sobre os cuidados que tem para identificar possíveis lesões crônicas em um jovem jogador. De acordo com ele, além dos exames auxiliares de imagem, exames físicos e da própria ida do atleta ao Departamento Médico buscando atendimento, é possível desconfiar quando o atleta apresenta queixas frequentes, mudança de gestual de jogo, diminuição do rendimento em atividades específicas e medo ou reclamação em atividades que antes fazia sem limitações.

Porém, esse trabalho de recuperação física dos atletas não é feito sozinho pela área médica. Segundo Leonardo, os cuidados com o corpo neste início de temporada têm de ser ainda mais reforçados para atletas em formação. “Tem um período de inatividade grande, então nós temos que ter cuidado em fazer uma boa avaliação dos atletas. Para que ele consiga ter a forma ideal durante toda a temporada, é importante trabalhar com a prevenção monitorando esse atleta com várias avaliações específicas de fisioterapia, na busca de que ele consiga se desenvolver da melhor maneira possível. Uma situação importante no período pré-competição é tentar identificar alterações articulares e musculares que possam ser apresentadas e, assim, fazer intervenções da maneira correta”, disse o profissional de 45 anos.

Formado pela Universidade Gama Filho e pós-graduado em anatomia e biomecânica, Leonardo explicou sobre o trabalho feito na recuperação de atletas em formação. Ele diz que são feitos exercícios de força gestual, de movimento para aumentar controle motor e estabilidade. Além disso, o fisioterapeuta afirma que, em um primeiro momento, o atleta lesionado pode permanecer em uma sessão de massoterapia, já que hoje no Botafogo existem vários recursos - eletro, termo, fototerapia, mecanografia - em que é utilizado tudo o que há de melhor para reabilitação do jogador. 

“O mais importante é a atuação preventiva da fisioterapia, seja de forma direta ou indireta, com os atletas lesionados ou em plena saúde performando, e em conjunto com a preparação física. Como se trata de atletas em formação, temos todo o cuidado para que ele consiga realizar todas suas atividades de forma coerente e de acordo com a sua categoria. Bem diferente do trabalho executado com atleta profissional, este já chega pronto com as suas capacidades sensório motoras já desenvolvidas, aptidão física em plena forma. Nosso departamento está sempre fazendo o polimento desse atleta, mas não deixando de trabalhar na prevenção que é uma forma importante para tentar evitar as lesões do esporte, que a cada dia que passa está mais veloz e forte”, completou Leonardo.

No entanto, Leonardo, que está no clube desde agosto de 2019, irá se despedir da base alvinegra, pois irá assumir o departamento de fisioterapia na equipe Sub-23 do Fogão. Quem assume o seu cargo é André Amorim, um profissional que já passou pelo Botafogo, saiu para trabalhar fora do país e agora retorna ao Glorioso.

Sem título

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