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Por trás do título

Campeão Carioca Sub-15, Phelipe Leal detalha conquista e enaltece o trabalho de equipe
Atualizado em 08-12-2014, 16:45

Passada uma semana do título carioca Sub-15 de 2014, o Glorioso ainda comemora a brilhante conquista da categoria infantil de sua base forte. No último sábado, a equipe alvinegra conseguiu sair com uma vitória maiúscula nos pênaltis dentro da casa do rival e trouxe o caneco para General Severiano.


Foto Oficial. Botafogo é campeão carioca Sub-15 de 2014. (Foto: Guto Ribas)

Em uma entrevista concedida ao site, o comandante da equipe Sub-15 do Botafogo Phelipe Leal, que chegou ao clube em 2013, falou sobre alguns pontos fundamentais do trabalho, contou sobre a emoção das partidas finais e destacou o trabalho de todos no clube nos bastidores, o que para ele, foi um dos pilares para a construção do processo que culminou no título estadual.

DECISÃO EMOCIONANTE

Após ser campeão da Taça Guanabara, o Alvinegro encontrou o Fluminense, vencedor da taça Rio, em duas partidas de tirar o fôlego. Na primeira, em Caio Martins, o Botafogo venceu por 2 a 1 e levou uma vantagem para a segunda partida no estádio das Laranjeiras. Jogando em casa, o Tricolor foi para cima e conseguiu fazer 3 a 1 ainda na primeira epata. O Glorioso não se entregou e no segundo tempo conseguiu um gol salvador no fim do jogo. A decisão foi para os pênaltis, onde o goleiro alvinegro André garantiu o título pegando duas cobranças.


Defesa nos pênaltis do goleiro André garantiu o título emocionante. (Foto: Vitor Silva/SS Press)

Feliz com a maturidade da equipe, Phelipe Leal comentou sobre a partida e sobre essa capacidade de superação dos meninos.

- Foi um jogo emocionante, um dos melhores jogos da competição, onde as duas equipes buscaram o gol a todo momento. Mas ao entrar no vestiário no intervalo perdendo de 3 a 1 e em uma condição muito difícil, a minha palavra para eles foi única: o nosso dia a dia. Conseguir ajustar o que precisava e ter a capacidade de enfrentar as dificuldades, isso foi construído ao longo do tempo. Lógico que reforçamos o conceito da confiança, que de que se tivéssemos a capacidade de exercer de forma natural o que estávamos preparados, as coisas iam acontecer. Isso só foi possível pelo nosso dia a dia de treinamentos. Eles conseguiram ter a virtude de colocar a cabeça no lugar e aplicar o que fazem diariamente. Fiquei muito satisfeito, pela certeza de que conseguimos criar uma equipe confiante, independentemente de cenário, adversário ou placar, eles não mudam de postura. - declarou o técnico.

SENSAÇÃO PÓS-TÍTULO

Após chegar ao clube vindo do rival, que por um acaso foi o adversário da equipe alvinegra na decisão, Phelipe conseguiu seu primeiro título carioca como treinador. Feliz em ter acertado em sua escolha, o técnico descreveu toda sua emoção após a conquista.  

- A sensação é a melhor possível. Essa conquista para mim teve um sabor muito especial. Em 2012, eu tive a oportunidade de conquistar um estadual, na época eu era auxiliar da categoria sub-15 do nosso clube rival, mas ter a chance de dois anos depois estar a frente de um processo e vencer o campeonato com um grupo que estava em reformulação me dá felicidade e satisfação. - disse Phelipe Leal.

ANÁLISE DA TEMPORADA

Com certeza, o Glorioso ao conseguir conquistar o seu objetivo final, demonstrou que o planejamento foi traçado e seguido de forma correta. O treinador analisou a temporada da categoria e falou sobre a evolução da garotada.

- Analisando o resultado final da temporada, a gente sai com uma sensação satisfatória. Isso porque, quando começamos a planejar e definir os objetivos do ano, a gente via a necessidade da montagem de uma equipe que pudesse ser competitiva para e a partir dai a gente começar a definir a necessidade de chegar as fases finais das competições, de se tornar uma equipe respeitada e, mais importante que isso, de criar uma identidade,  independentemente de onde ou com quem fossemos jogar, porque a gente entende que esse é o tipo de perfil de atleta que o clube precisa. Para mim esse foi um dos fatores principais, pois conseguimos fazer com que esses meninos tivessem a capacidade de buscar conhecimento, de sair dali uma informação que pudesse agregar no desenvolvimento deles e que os valores essências para a vida pudessem ser estimulados. Tivemos uma resposta muito positiva, eles passaram a se sentir parte efetiva do projeto e as coisas aconteceram de uma forma significativa. - contou o treinador.

A BASE DA "BASE FORTE"

O Botafogo, em mais essa conquista, se orgulha de suas categorias de base. Sob o comando do Gerente Geral Ney Souto e do Gerente Técnico Eduardo Freeland toda uma equipe de funcionários se tornou uma família. Gerência, Coordenação, Departamentos e Comissões trabalham duro para sustentar o objetivo de fazer com o Botafogo possua uma base forte.  

O comandante da equipe Sub-15 alvinegra descreveu o trabalho feito nos bastidores do clube como fundamental, agradeceu a todos que ajudaram e afirmou que o trabalho feito em equipe foi primordial para o resultado final.

- O trabalho transdisciplinar foi o ponto crucial da temporada. Eu, no fechamento do título, falei para cada um que lá estava que aquilo só se tornou possível pela crença e pela dedicação de todos ao longo da temporada. Todos entendendo as suas funções e pontencializando as suas virtudes, com muito comprometimento e muita troca de informação. Foi fantástico. O Ney Souto (Gerente Geral da Base) e o Eduardo Freeland (Gerente Técnico) tiveram a capacidade e a sensibilidade de potencializar e de fazer com que todos os funcionários da equipe, independentemente do departamento, se sentissem parte do processo. A partir desse momento, a capacidade de agregarmos valor e maximizar informações para tentar desenvolver os meninos da melhor forma possível foi dando liga. - pontuou Phelipe.


Gerência, Coordenação, Departamentos e Comissão, juntos são a base da "base forte". (Foto: Guto Ribas)

Ao fim, o Phelipe Leal fez alguns agradecimentos aos que tiveram ao seu lado no trabalho e e reafirmou que a maior conquista foi trabalho construído durante a temporada.

Agradeço aos coordenadores Eduardo Oliveira e Guilherme Oliveira, ao preparador físico Rafael Barroso, ao preparador de goleiros Leonardo Signorelli, ao coordenador da categoria Gabriel Barreiro, ao treinador Bruno Lazaroni e a todos os outros que trabalharam conosco. Se essa conquista foi fundamental, as conquistas do cotidiano foram ainda mais especiais. - finalizou ele.

Fabio de Paula