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Por mais respeito

Mancini lamenta arbitragem, pontua erros contra o Botafogo e projeta recuperação
Atualizado em 18-09-2014, 00h48

A atuação do árbitro Igor Benevenuto (MG) foi o assunto mais comentado na derrota do Botafogo para o Bahia por 3 a 2, nesta quarta-feira, no Maracanã. O juiz expulsou três jogadores alvinegros e fez o time sair de campo revoltado. Mais sereno, Vagner Mancini concedeu entrevista coletiva, criticou a arbitragem e pontuou os erros.

Confira os principais trechos da entrevista do técnico, que projeta a recuperação do Botafogo:

ARBITRAGEM

- Estou cansado dos árbitros virem aqui e apitarem contra o Botafogo. A cada rodada aprendo o nome de mais um árbitro jovem escalado em jogo do Botafogo. É o quinto seguido em que não sei de onde é o árbitro. o Botafogo é um clube de história enorme no futebol brasileiro e deve ser respeitado. Hoje, me senti desrespeitado como técnico. O árbitro errou para os dois lados, mas prejudicou o Botafogo.

LANCES DECISIVOS

- Com 2 minutos de jogo, o Marcelo Lomba empurrou o nosso atleta e não foi expulso, diferentemente do Ramírez. No pênalti que deu, o árbtro perdeu o jogador que fez o pênalti e não deu o cartão. Isso para um árbitro é questão de honra. Se marcou pênalti, tem que dar cartão. Os erros foram acontecendo. Já vi os lances da expulsão, no do Ramírez ele não dá a falta para o Botafogo até que o Ramírez dá o tranco para trás, o braço escorrega e pega no rosto. Foi consequência. Ele não deu cotovelada.

- A expulsão do Emerson, pelo ângulo que todo mundo viu, foi um lance de disputa de bola. O juiz já tinha marcado o Emerson, não deu faltas que ele sofreu. O primeiro  cartão foi em um lance que sofreu falta e reclamou. Todo mundo estava de cabeça quente, vendo o árbitro com dois critérios e apitando para o time visitante. Sinceramente, não vejo isso com o Botafogo. Contra o Atlético-MG e o Internacional, as arbitragens foram caseiras. Quando jogamos no Maracanã, o árbitro é tendencioso contra o Botafogo. Não vou mais me calar. A arbitragem desrespeitou uma estrela centenária, que tem tradição, títulos e peso de camisa.

RAMÍREZ E EMERSON

- No papel de comandante, tenho que ser justo. Os dois serão chamados atenção porque acabaram dando oportunidade. Não estou aqui para julgar expulsão. Quando vejo, venho no microfone e falo. Hoje, estou com sentimento contrário. O árbitro titubeou. Até as expulsões marcava todos os lances, depois deixou o jogo correr. Tem um lance que o Gabriel toma a bola do Rafinha de forma legal e toma o amarelo. O mais importante quando você lidera e comanda um grupo é que a coisa seja feita de forma correta e leal. Os atletas serão chamamos atenção, porque certamente faríamos os três pontos e no fim perdemos. Saímos chateados e destruídos emocionalmente. O time se comportou muito bem, como devia. Segurou o máximo que pôde diante de toda a dificuldade, de ter que atacar com dois jogadores e ainda se defender.

CBF

- Tem que partir da CBF uma reformulação nos árbitros e nas medidas que estão sendo tomadas. Árbitros desconhecidos apitando grandes jogos, que decidem, emocionantes. Hoje veio este árbitro de Minas Gerais apitando um jogo de duas equipes que querem melhorar a situação na tabela. Há alicerces rachados, o principal é a arbitragem. Não é hora de fazer  testes, estamos falando de Campeonato Brasileiro.

LADO POSITIVO DO JOGO

- O positivo é que fazíamos um bom jogo, encaixado, com bom volume de jogo. No segundo tempo, houve aspecto defensivo e entrega. Tudo pode ser usado no sentido positivo. Não dá para usar são as expulsões, já são cinco recentemente. Acarretam em série de improvisações e arrumações táticas. Vamos sentar e conversar como de praxe, para que todos entendam que para ter êxito é preciso estar atento aos detalhes.

JOGO COM O CRICIÚMA

- O fato de eu ter que modificar cinco atletas (Bolívar, Julio Cesar, Gabriel, Ramírez e Emerson) talvez dê um gás a mais para a equipe que vai jogar sábado. Carlos Alberto e Junior Cesar terão condições de jogo. Diante do Criciúma, o time será metade diferente. O desgaste emocional e físico foi muito mais intenso, é sacrificante. Tenho que abraçar o time, sentar com eles e entender que se doaram ao máximo e tentaram com todas as forçar honrar a camisa do Botafogo.

ZONA PERIGOSA

- Estar na zona de rebaixamento é sempre chato, ninguém gosta de ver seu time ali. Hoje tínhamos grande chance de estar melhor situados, mas perdemos por N motivos. Teremos uma dura missão de ter que vencer o Coritiba lá dentro, mas tudo é possível. Podemos ir lá e reverter a situação. É importante olhar o jogo do Criciúma, mas vamos ter muitas oportunidades de sair dessa situação.

Danilo Santos