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Para seguir mais forte

Jair revela conversa com grupo para time continuar firme na temporada
Atualizado em 24-08-2017, 0h45

Nada de terra arrasada ou de desanimar. Um Botafogo que vinha desacreditado está nas quartas de final da Conmebol Libertadores Bridgestone, próximo ao G-6 do Campeonato Brasileiro e chegou à semifinal da Copa do Brasil. Infelizmente, a vaga na decisão não veio, mas Jair Ventura já avisou ao seu elenco: o trabalho continua.

Após a derrota por 1 a 0 para o Flamengo, o treinador concedeu entrevista coletiva e revelou conversa com o grupo. O principal é manter o foco para atingir os objetivos da temporada.

Confira os principais trechos:

ANÁLISE

- Faltou agredir mais, criar mais. Apesar de darmos apenas uma finalização, a chance mais clara foi a cabeçada ao Guilherme. O Flamengo não teve chance clara, mas foi superior. Encontramos dificuldades de jogar. O poder individual do terço final aconteceu, mérito deles.

REAGIR

- Já comecei a trabalhar. Costumo falar pouco no vestiário, mas hoje foi dia de atacar e ir ao trabalho. Exemplo é a Chapecoense, perdeu para o Barcelona e outro jogo, mas venceu na volta ao Brasil. Fizeram bem. Ou faz terra arrasada e acaba o ano ou segue mais forte. Já passou, pensar no próximo momento. Momento triste, o Botafogo precisava jogar uma final, mas não conseguiu. É tentar dar alegria para torcida que vem dando ano maravilhoso para nós.

O QUE FALTOU

- Em todos os mata-matas que jogamos fizemos gols e tivemos vantagem, nessa não aconteceu. Não conseguimos no primeiro jogo, hoje foi muito difícil passar. Tivemos dificuldades de construir o jogo e jogar, não foi estratégia ficar atrás e finalizar pouco. O Flamengo foi merecedor.

CONFRONTO COM O GRÊMIO

- Muda, ambos eliminados (da Copa do Brasil), menos uma frente. Passa a ser um jogo com peso maior, outra grande equipe, fazer outro grande jogo. Fazer diferente e conseguir passar na Libertadores. E voltar a brigar pela parte de cima no Brasileiro, domingo já tem jogo com o Bahia.

TROCA NO ATAQUE

- Foi variação pequena, o único atacante disponível era o Vinicius. Perde atacante, troca pelo imediato (Pimpão por Guilherme). Fizemos um quadrado com dois noves, não surtiu efeito. Não conseguimos nem com A nem com B.

FASE MAIS DIFÍCIL

- Afunila, os adversários são mais difíceis. Tudo tem um teto, um preço. Em toda a história o Botafogo não chegou tão longe. Está bom? Não, mas nem sempre o nosso máximo vai ser o suficiente. Nunca falei que seríamos campeões. Em 2015 estava Série B, hoje está entre os quatro melhores. É um trabalho maravilhoso da gestão, logo logo vai estar brigando mais e conquistando mais títulos.

Danilo Santos