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Trabalho da base

Em momento importante, base alvinegra funciona a todo vapor para auxiliar o profissional
Atualizado em 06-06-2017, 18:30

Com uma maratona intensa de jogos por diferentes competições, o Botafogo vem vivendo um momento importante na temporada e para superar os reflexos causados por tantas decisões seguidas o futebol profissional conta com um aliado fundamental: o trabalho de formação de jovens atletas realizado pela base alvinegra!

Diretor geral das categorias de base do Fogão, Manoel Renha possui a missão de comandar a formação de jovens que possam ser aproveitados em caso de necessidade pelo técnico Jair Ventura. Ele acredita que a base do Glorioso vem cumprindo seu papel de repor atletas em bom nível, sem precisar ir ao mercado.

- Acho que essa é a nossa missão principal, dar suporte e ser o primeiro repositório de atletas para equipe profissional. Todos sabem das dificuldades financeiras que o Botafogo tem, do esforço que tem sido feito para se manter salários e obrigações em dia. Infelizmente, às vezes, pode ser até que um jogador mais experiente pudesse agregar naquele momento e dar uma resposta mais rápida para o time, mas não podemos esquecer que o mais importante é chegar no final do mês e todos do clube receberem em dia. Então, dentro dessas limitações, a base tem procurado fornecer jogadores. Acho muito interessante a oportunidade que o Jair dá, abre um espaço significativo para os atletas que vem se destacando e tem avaliado muitos meninos, colocando-os gradativamente nos jogos. - disse.

CONFIRA OUTROS TRECHOS DA ENTREVISTA:

COMUNICAÇÃO E TRABALHO EM CONJUNTO COM O SUB-20

- O trabalho tem evoluído bastante. A comunicação é muito boa entre toda a comissão do profissional, com o Jair Ventura, o Emílio Faro e o Felipe Conceição, também com a gerência através do Antônio Lapes e com os funcionários da base, o Bruno Lazaroni, o Eduardo Barroca, treinador do Sub-20, que a categoria que alimenta o profissional, tem funcionado muito bem. Então, acredito que o caminho é esse mesmo, a gente no Sub-20 até sofre um pouco pois, pelo acumulo de jogos do profissional, os atletas que sobem não tem tido nem a chance de voltar para jogar nos finais de semana. O que você perde, pois os meninos que estão em cima são, teoricamente, os mais qualificados naquele momento para estarem sendo titulares no Sub-20 e isso de certa forma enfraquece momentaneamente, mas o objetivo principal da base não é ganhar títulos e sim formar jogadores identificados que possam ser utilizados no profissional e ter um custo menor para o clube.

CUIDADO NA AVALIAÇÃO DOS JOVENS

- Temos os exemplos de Marcelo e Matheus Fernandes que já jogaram Libertadores, o próprio Igor Rabello, que não deu uma resposta imediata logo assim que subiu, mas foi emprestado ao Náutico e voltou. Hoje assumiu uma titularidade na equipe. Costumo dizer que para os jogadores formados em casa, temos que dar de dois a três anos para avaliação. Vão ter uns que vão responder mais rápido, outros demorarão um pouquinho mais e uns que não vão responder. Não é uma ciência exata, mas a gente tenta trabalhar ao máximo na base para poder dar esse suporte para a equipe profissional.

RENOVAÇÃO DE IGOR RABELLO

- Eu, particularmente, fiquei muito contente de ver um atleta dar preferencia nesse momento por fazer a renovação de contrato com um clube no qual ele investiu vários anos e se identifica. Certamente, se ele tiver sucesso e continuar crescendo, pode chegar uma proposta do exterior e será difícil competir com o mercado lá de fora, mas achei muito gratificante ver a declaração dele mostrando o carinho que tem pelo clube.

CHANCE PARA OS MAIS NOVOS

- Fernando e Wenderson já estão treinando com mais frequência. O Igor Cássio também tem participado de treinos. Essa semana o Victor Lindenberg, lateral titular da base, treinará com o profissional e já é um atleta que vem sendo avaliado pela comissão para um possível futuro aproveitamento ao término desse ano.

Fabio de Paula