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A batalha final

Botafogo de Jair Ventura vai ao Sul enfrentar o Grêmio por vaga na Libertadores
Atualizado em 09-12-2016, 17h30

O Campeonato Brasileiro chegará ao fim no domingo e o Glorioso fará sua última partida diante do Grêmio, em Porto Alegre. O jogo é de extrema importância, já que uma vitória confirma a classificação para a Copa Libertadores 2017. Em sua última coletiva de imprensa do ano em General Severiano, o treinador Jair Ventura falou da importância da partida para a realização do sonho alvinegro.

- Um jogo que pode coroar o ano, uma linda arrancada que tivemos. Nosso objetivo era conquistar 46 pontos, mas agora queremos mais. Buscamos dar alegrias para o nosso torcedor. Não vai faltar sacrifício. O melhor será feito para conquistarmos esse objetivo - disse Jair.

O adversário é o Grêmio, time que acabou de conquistar a Copa do Brasil após passar pelo Atlético Mineiro. Mas se engana que a vida do Glorioso será mais fácil na Arena do rival. Jair espera enfrentar uma equipe sem muitos titulares, mas empolgada para mostrar serviço ao treinador Renato Gaúcho.

- Vai ser um jogo muito difícil de qualquer maneira. Nem pensamos nessa situação. O Grêmio tem um elenco muito bom, então quem jogar vai estar motivado. Temos nossos objetivos. Precisamos apenas de uma vitória e vamos em busca do resultado - ressaltou.

Confira os principais trechos da entrevista coletiva de Jair Ventura:

VOLTA DE REFORÇOS

- O sonho de todo treinador é a manutenção da equipe. Isso fortalece. Ganhamos corpo, entrosamento. Muito bom ir quase com força máxima, tirando Neilton e Dudu, que estão suspensos. É uma hora boa para contar com todos os outros atletas -
 
DIOGO

- Ele vem treinando bem, normalmente. Já passou pela transição. Quando o jogador fica um tempo fora, perde o ritmo de jogo. É natural, faz parte. Não é exclusividade do Botafogo -
 
AUSÊNCIA DE RENATO GAÚCHO

- Eu já fui interino. É a chance da vida. Uma oportunidade única, vale outro. Se não for o Renato, quem estiver lá vai querer vencer. Pelo profissionalismo e pela competitividade. Assim como os atletas -
 
COMO ENTRAR EM CAMPO APÓS A TRAGÉDIA COM A CHAPE

- Eu trabalhei muito tempo com o Caio Júnior, um cara maravilhoso, um amigo que vou levar pra sempre. Não tem como esquecer essa tragédia. É difícil mensurar o sofrimento de cada. É a situação que sempre falo: parece que todos nós tínhamos um parente naquele voo. Mas o campeonato tem que continuar, quando a bola rolar todos nós tetaremos fazer o máximo. Sabemos da importância dessa partida para o Botafogo.
 
LIBERTADORES 2017

- Importante no meu primeiro trabalho participar dessa arrancada. Lógico que o trabalho está bom, mas temos que sempre buscar melhorar. Eu participei da última vez que o Botafogo foi à Libertadores. Então alcançar essa vaga novamente, agora como treinador, vai ser muito especial.
 
PACHU

- Tem chance de jogar. Não tenho medo de colocar desde que esteja preparado. Independente da idade, salário, vai jogar. Pachu vem treinando bem, me chamou a atenção desde a categoria de base. Tem características interessantes. Pode começar jogando, posso usá-lo no decorrer da partida. O importante é que ele não sentiu essa transição para o elenco profissional.
 
JAIRZINHO E JAIR VENTURA - DNA VITORIOSO

- Bom, né?! Tomara. Estou engatinhando ainda. Meu pai construiu uma história bonita aqui, na seleção brasileira. Então tomara que eu consiga entrar para a história do Botafogo de forma positiva.
 
TREINO FECHADO

- Nada contra a imprensa. Eu fiz isso o ano todo. Peço até desculpas. É mais pela liberdade, até para cobrar os atletas, trabalhar jogadas ensaiadas.

Assessoria de Imprensa