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BOTAFOGO E CHAPE, TUDO A VER

Confira mais uma crônica do jornalista José Antonio Gerheim
Atualizado em 03-12-2016, 14h50

A cinco dias de comemorar 74 anos (8 de dezembro) da fundação do Botafogo de Futebol e Regatas, fruto da fusão do Clube  Regatas Botafogo (1 de julho de 1894) com o Botafogo Futebol Club (12 de agosto de 1904), o clube da Estrela Solitária, de Carlito Rocha, Ademar Bebiano, Paulo Azeredo, Sergio Darcy, Flávio Ramos, Ney Cidade Palmeiro, Althemar Dutra de Castilho, Djalma Nogueira, Xisto Toniato, João Saldanha, Carlos Augusto Montenegro e tantos outros, abre hoje, sábado, 3 de dezembro de 2016, os portões de sua histórica sede, o Palacete da Avenida Wenceslau Braz, 72, guardado pelo Manequinho, vestido não com a gloriosa camisa alvinegra, como o faz, toda a vez que o time é campeão, mas com a camisa verde e branca da Chapecoense, a Chape, o time gigante da pequena cidade catarinense, que sai da trágica noite de 29 de novembro nos céus andinos colombianos  para entrar na história e no coração de todos os torcedores de todos os times do mundo.

E o clube de mitos dos gramados de todo o planeta Terra, como o cachorro Biriba, o vira lata branco e preto, adotado por Carlito Rocha, símbolo do time campeão carioca de 1948 - Oswaldo, Gerson e Nilton Santos; Rubinho, Átila e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirilo, Otávio e Braguinha, sob a proteção do manto azul e branco de Nossa Senhora da Conceição, abre seus salões para velar, chorar e se despedir de três jornalistas, que acompanhavam a Chape no fatídico vôo de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia cujo destino era a colombiana Medellin, onde faria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o atual campeão da Libertadores, o também verde e branco, Atlético Nacional.

Todos jovens e talentosos companheiros da Rede Globo de Televisão, o cinegrafista Ari Junior, goiano, de Trindade, torcedor do Goiás, e os  repórteres  Guilherme Marques e Guilherme Van Der Laars, cariocas, apaixonados torcedores do Botafogo, que foram se juntar no Céu a ícones da imprensa alvinegra como o já citado João Saldanha, Vinicius de Moraes, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga,  Sandro e Sandra Moreyra, Luiz Mendes, Oduvaldo Cozzi. Oswaldo Sargentelli, Jacinto de Tormes, Waldir Amaral, Ricardo Carpenter, Oldemário Touguinhó, Cláudio Mello e Souza, Roberto Porto, Armando Nogueira...

Comecei essa triste crônica com o coração sangrando, mas em homenagem a todos os heróis dessa, apesar de trágica.  linda história em preto e branco, verde e branco, prefiro terminá-la com a esperança de ainda poder gritar: o sonho de dois eternos campeões, continuará por toda a eternidade: Botafogo e Chape, Chape e Botafogo, tudo a ver.

PS: E como lembrei Carlito, lembrei superstição: em 1994 chegamos perto, o Palmeiras (verde) foi campeão brasileiro. Em 95, fomos nós com Autuori e Túlio Maravilha. Como este ano. Em 2017, seremos nós. Eu acredito     

José Antonio Gerheim
Colunista do Site Oficial