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Bom garoto

Luis Henrique prioriza criar raízes no Botafogo e mantém pés no chão para evoluir
Atualizado em 18-02-2016, 20:02

Um garoto de 17 anos, mas com uma maturidade de poucos no futebol. Luis Henrique é uma joia do Botafogo, atacante goleador, e tem tudo para dar muito certo na carreira. Centrado e sempre pressa, o camisa 9 trabalha para voar alto na carreira, mas antes quer criar raízes no Botafogo.

- Eu estou no lugar certo. O Botafogo é o clube que mais cedeu jogadores para a seleção brasileira, mas sei que isso não basta e tenho que fazer a minha parte. É uma possibilidade defender a seleção nas Olimpíadas e trabalho em cima disso também. Busco sempre melhorar aqui e fazer o meu nome. Ajudar muito o Botafogo para futuramente olhar para outros caminhos.  - disse Luis Henrique, de olho em uma vaga nos Jogos de 2016 no Rio.

Confira o principais trechos da entrevista coletiva de Luis Henrique:

NINGUÉM NASCE SABENDO

- Pra mim é normal. Uma pressão que existe e o Botafogo é time grande. É uma responsabilidade grande pra quem veio do Sub-17 para o profissional do Botafogo. Muitos comentam da falta de experiência, mas só vou ter isso jogando.

DISPUTA NO ATAQUE COM RIBAMAR

- Acho que essa pressão já existia na base e lógico que não se compara ao profissional. O Ribamar subiu também e temos uma briga saudável pela posição. O Botafogo só tem a ganhar com isso. Fizemos dupla de ataque na base também. Somos jovens ainda, temos muito a evoluir e sabemos que a pressão é grande sobre nós.

OLHOS DO EXTERIOR

- Não vejo como pressão, mas como reconhecimento do trabalho que faço desde pequeno quando comecei a jogar futebol.

TREINADOR DO SUB-17 COMO AUXILIAR NO PROFISSIONAL

- É bom ter uma pessoa com o Felipe por perto. É um cara trabalhador e que entende muito de futebol. Fomos até a final da Copa do Brasil com o Sub-17. É importante e conversa bastante com os jovens. Dá uma maior confiança tê-lo por perto.

GOL CONTRA O RESENDE E CONFIANÇA DE VOLTA

- Acho que pelo tempo que estava sem marcar me dá um pouco de confiança. Atacante vive de gols e eles me trouxeram ao profissional. Foram 14 em 10 jogos na Copa do Brasil Sub-17. É sempre bom marcar presença e espero que daqui pra frente as coisas só melhorem.

MUDANÇAS NA EQUIPE

- O Ricardo é um técnico que gosta de modificar o time, de não ter apenas uma formação até para surpreender. A bola tem chegado e consegui fazer o meu primeiro gol na temporada contra o Resende. Estou mais confiante para jogar, até porque atacante vive de gols.

AJUDA SEMPRE VÁLIDA

- É sempre bom estar jogando com jogadores por perto. Na minha posição atuo de costas e ter gente aproximando é importante para tabelar e enfrentar melhor os zagueiros. Jogo isolado, mas com outros jogadores melhora bastante.

EVOLUÇÃO COMO PROFISSIONAL

- A gente acaba aprendendo muita coisa depois que sobe para o profissional. Foram muitas coisas boas, questão financeira, reconhecimento e uma certa badalação. Sou muito tranquilo em relação a isso e procuro sempre manter os pés no chão. Se acreditar em tudo que me falam as coisas começam a desandar.

ASSIM QUE FIZER 18 ANOS...

- Primeiramente quero tirar a carteira de motorista. Até hoje é só carona e com 18 anos eu começo a auto-escola para ter uma maior independência automobilística(risos).

ENTROSAMENTO COM OS ESTRANGEIROS

- Dentro de campo ainda estamos nos conhecendo. Chegaram agora e fora de campo temos uma relação super tranquila. Brincamos muito, zoamos um ao outro e essa alegria fora de campo pode influenciar positivamente em campo também. Temos um certo entrosamento.

BOTAFOGO X FLUMINENSE NO ESPÍRITO SANTO

- É um clássico na minha terra natal. Fiz um bom jogo lá e até por ser um clássico contra o Fluminense tem valor importante. Mas antes temos a Cabofriense e vamos pensar nela primeiro.

Marcos Silva