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A base é forte!

Elenco campeão da série B recheado de pratas da casa comprova bom trabalho da base
Atualizado em 30-11-2015, 15:00

O Botafogo fechou o ano de 2015 de forma extremamente positiva, conquistando o acesso à Série A e levantando o taça de campeão da Série B. Resultados significantes, tendo em vista as condições na qual o trabalho se iniciou em janeiro deste ano.

Em reconstrução, o Glorioso para alcançar seus objetivos na temporada recorreu ao trabalho feito em casa. Ao todo, 14 atletas e alguns membros de comissão técnica formados nas categorias de base do clube foram promovidos e contribuíram de forma direta para o sucesso obtido pela equipe principal na difícil jornada no ano.

Um dos grandes responsáveis pela prospecção desses atletas é Eduardo Freeland, gerente geral da base do Botafogo. O dirigente, juntamente Manoel Renha e Marco Antônio Tristão, gerencia todo o processo de formação de jovens atletas, proporcionando a eles e aos departamentos do clube, todas as condições necessárias para se realizar um bom trabalho. Para Freeland, o sentimento de ver atletas oriundos da base participando de um momento tão importante é de profunda felicidade.

- A emoção de ver que grande parte do elenco que conquistou a Série B é oriunda da base foi realmente muito grande. Nesses momentos a gente se depara com o que estamos construindo de presente e de futuro para o Botafogo. Então, ver esses atletas em bom nível, sendo decisivos em alguns jogos é realmente muito emocionante. Olhar a foto do time profissional campeão e ver tantos atletas saídos da base, é saber que uma trabalho de médio à longo prazo dá resultado e fica marcado na história do clube, que tem a revelação de atletas como tradição. - enalteceu.

Treino do Botafogo
Jean, Diego e Octávio ajudaram o Botafogo a voltar à elite do futebol brasileiro. (Foto: Vitor Silva/SS Press/BFR)

Renan, Saulo, Diego, Jean, Emerson, Rabello, Dierson, Gegê, Octávio, Fernandes, Luis Henrique, Sassá e Vinicius Tanque, além do lateral Gilberto que saiu durante a temporada, são a representatividade do excelente trabalho realizado dentro das categorias de base do Alvinegro.

- A nossa equipe de trabalho é muito boa, é isso que sustenta e sustentou o trabalho durante todo esse tempo. Olhar a construção do dia a dia, o entendimento por parte dos atletas e de todos os departamentos da nossa metodologia de trabalho, o envolvimento dos profissionais que chega até as famílias e nos próprios atletas, é isso que nos deixa feliz. E quando podemos ver que todo esse trabalho resulta em títulos na base, que não o principal objetivo, e em 14 atletas no time profissional em uma conquista importante é muito gratificante. - disse Freeland.

Botafogo x Sampaio Correa
Com apenas 17 anos, Luis Henrique mostrou faro de gol e ajudou o alvinegro. (Foto: Vitor Silva/SS Press/BFR)

No clube há bastante tempo, Eduardo Freeland citou as dificuldades sofridas nos últimos anos. Contando com o respaldo e o total apoio recebido pela atual gestão nesse ano, as melhorias, sobretudo infraestruturais, elevaram o nível de trabalho. Segundo ele, tudo faz parte do sonho de recolocar o Glorioso novamente com a alcunha de formador de grandes jogadores. 

- Estou na base do Botafogo há sete anos e o legal disso é que você vê as gerações chegando ao futebol profissional. O clube passou por um período muito duro nos últimos anos, mas acima de tudo foi um período de reconstrução. Esse ano, a nova gestão chegou com um investimento muito grande de tempo, dinheiro e de entendimento desse processo como uma das soluções para o clube. Na presença do diretor Manoel Renha e do assessor da diretoria Marco Antônio Tristão, nós tivemos todo o apoio na restruturação física de Caio Martins e de General Severiano. Hoje temos uma estrutura, que talvez nunca tivemos, de campo, vestiários, uma infraestrutura sensacional. - contou Eduardo.

Botafogo x Macae
Fernandes foi peça importante no meio de campo durante a temporada. (Foto: Vitor Silva/SS Press/BFR)

Outro ponto primordial para essa engrenagem funcionar de forma equilibrada e positiva é a proximidade entre o futebol de base com o futebol profissional. Segundo o gerente, o Botafogo faz isso com muita competência ao ter profissionais de cima olhando com carinho para os jovens da base.

- Costumo dizer que a base tem como missão desenvolver os atletas. Quem vai prospectar e quem vai revelar esses atletas é o futebol profissional. Então, é muito importante que o Botafogo tenha entendido isso nos último anos. Tem que existir uma unidade, o Botafogo é uma coisa só. Tem que ter uma integração entre base e profissional, e a gente tem tido no futebol profissional pessoas que tem acreditado no nosso trabalho e colocado esse meninos para jogar. Ficamos felizes por eles estarem preparados e atendendo bem. - explicou.

Botafogo x Ceara
Decisivo, Sassá foi um dos artilheiros do Botafogo durante o ano de 2015. (Foto: Vitor Silva/SS Press/BFR)

Mesmo com sensação de dever cumprido, o trabalho não pode parar. O futuro do Botafogo está em sua base e é com ela que o clube conta para seguir se reestruturando no cenário do futebol nacional. Já pensando à longo prazo, Freeland acredita que as atividades realizadas hoje na base continuarão a dar bons frutos, frutos cada vez melhores.  

- Acreditamos que temos uma equipe muito qualificada em todas as áreas do clube.Temos um diretor e um assessor da diretoria que entendem todo o processo, que estão envolvidos e que fazem de tudo para que o nosso trabalho se desenvolva mais. Com essa restruturação física que tivemos, com o suporte metodológico da Univ. do Futebol, com todo o trabalho que a gente vem desenvolvendo junto as famílias e os departamentos. Enfim, com esse envolvimento muito mais amplo que tem acontecido no clube, não tenho dúvidas que nos próximos anos revelaremos atletas cada vez mais capacitados para o futebol moderno. É o que o Botafogo quer, é o que todos nós queremos. Então, as perspectivas para os próximos anos são muito boas, esperamos poder atender a essa demanda no mais alto nível. - concluiu.

Fabio de Paula