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Craque dos campos e dos números

Relação de amor entre Nilton e Botafogo é retratada no filme Ídolo
Atualizado em 19-11-2015, 16h10

Em setembro desse ano, o goleiro e capitão do Botafogo, Jefferson, completou 400 jogos com a camisa alvinegra. Um feito que o coloca como o décimo jogador que mais entrou em campo para defender o clube. Mas Jefferson ainda está longe de alcançar o primeiro colocado: Nilton Santos. Desde 1964, quando encerrou a carreira, o melhor lateral esquerdo da história do futebol mundial se mantém insuperável. Foram 723 partidas jogando no único time que defendeu.
 
Essa relação de amor incondicional entre Nilton e Botafogo pode ser constatada no filme Ídolo, de Ricardo Calvet, que estreia nos cinemas no dia 26 de novembro. Foram 17 anos jogando pelo clube, de 48 a 64, 11 gols e 20 títulos conquistados. Estufar a rede do adversário não era comum aos laterais naquela época, mas Nilton revolucionou a posição com suas investidas ao ataque. Não foi por acaso que ganhou o apelido de Enciclopédia do Futebol. Era um craque.
 
“Ainda fiz 11 gols. Eu não invejo o dinheiro que os jogadores ganham. Invejo a liberdade que o lateral tem hoje”, disse Nilton, que amava o que fazia. “Faço o que mais gosto de fazer na vida e os caras ainda me pagam por isso”, costumava dizer.
 
Na seleção brasileira Nilton também marcou. Foram quatro vezes em 82 jogos com a camisa canarinho e 16 títulos, entre eles, o bicampeonato mundial (58/62). Um dos gols que entraram para a história foi na vitória de 2 a 1 sobre a Áustria, na Copa de 58, disputada na Suécia. Enquanto o técnico Vicente Feola gritava várias vezes “Fica, Nilton”, ele arrancou para o ataque e fez um golaço. “Boa, Nilton”, rendeu-se o técnico do Brasil.
 
Assessoria de Imprensa