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Chão de fábrica

René reforça o trabalho e, sem brincadeira, trilha o caminho alvinegro no Brasileiro
Atualizado em 08-06-2015, 12:36

O trabalho é a essência do novo Botafogo, que passo a passo está arrumando a casa para voltar à primeira divisão. Líder da Série B, o Glorioso vive um bom momento no aspecto físico e técnico, o que tem feito a diferença nos difíceis jogos da Série B. Mas nada é por acaso e o cuidado especial na recuperação dos atletas faz toda diferença. Na próxima rodada, diante do Oeste, em Osasco, René Simões preservará alguns nomes, o que é vital para a manutenção da força do Alvinegro.

- Se tivéssemos colocado o Mattos e o Elvis no jogo passado, eles teriam estourado fisicamente. Colocar o Roger Carvalho agora, após atuar 90 minutos, também é um risco grande. Você faz essa composição e tem sempre um time bem forte, minimizando a chance de lesão e dando equilíbrio ao time. Alguém vai estourar em algum momento, o que é normal - explicou o treinador.

Satisfeito com o condicionamento físico da equipe, René Simões elogiou o trabalho do preparador físico Ednílson Sena e comemorou a manutenção do padrão de jogo da equipe, que segue mantido mesmo com as alterações.

- Quando eu falei da troca do preparador físico eu apontei como uma questão de falta de química, com todos falando a mesma língua dentro do trabalho. Estava faltando isso e não havia uma conexão. Chegou o Ednílson, que tem uma química muito boa e o trabalho está evoluindo bem. O nível de força da equipe evoluiu muito bem e nós estamos satisfeitos. O Botafogo está com o time sempre inteiro e com um padrão de jogo que não quebra - reforçou René.

A relação de René Simões com o elenco botafoguense é muito boa, mas não confunda o ambiente leve com vida fácil para os jogadores. Franco com seus comandados, o treinador se reúne diariamente para uma conversa e dá a oportunidade para que os atletas se posicionem e pensem futebol junto com a comissão técnica. Para o treinador, assim que os profissionais entram no Estádio Nilton Santos a postura é de trabalho total e define a rotina do time como a de um 'chão de fábrica', com todos ajudando sem diferenciação.

- Eu penso no individual dos jogadores, mas nenhum deles está à frente do Botafogo. A coletividade é o ponto principal. Quando eu tiro um jogador com 20 minutos de jogo muitos podem pensar que é por causa do atleta, mas na verdade eu posso ter pensado alguma coisa errada na estratégia. Todos eles sabem como funciona e a conversa é muito franca, com liberdade. Já falei que podemos marcar uma pelada para brincar, mas aqui não é um parque de diversão, é um chão de fábrica - disse.

Após a vitória em casa o Botafogo viaja para São Paulo, local da partida contra o Oeste. René Simões espera encontrar um jogo difícil e pede atenção ao Botafogo para não ser surpreendido fora de casa. Para ajudar na identificação dos perigos, o treinador conta com a observação feita pelo auxiliar Jair Ventura.

- O risco é imenso nesse jogo. O Bahia era líder do campeonato e hoje está na sétima colocação. Temos que ficar de olho e sabendo que tudo muda muito rápido. Vamos jogar em um estádio menor do que estamos acostumados. Temos que saber atuar e entender que o perigo existe. O Jair Ventura, nosso observador, assistiu um jogo do Oeste em casa e trouxe as informações. Temos um grande setor de análise e está tudo mapeado - alertou René.

Encerrado o confronto diante do Oeste, na terça-feira, o Botafogo retorna ao Rio e treinará até sexta-feira. A equipe terá folga no fim de semana e voltará a jogar apenas no dia 19, diante do Boa Esporte, no Estádio Nilton Santos.

- Estou dando cambalhotas por esses dez dias de trabalho. Vou dar dois dias de folga para eles passarem com a família, o que faz muito bem. Será excelente para recarregar as baterias afetivas e alguns estão precisando namorar com mais calma. Vai ser ótimo - encerrou René.

Marcos Silva