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Sem desculpas

René vê erros de passe como principal defeito e reconhece méritos do rival no clássico
Atualizado em 08-03-2015, 21h46

Como afirmou o capitão Jefferson, após Fluminense 3 x 1 Botafogo, uma hora a derrota aconteceria. Apesar do revés, o time alvinegro está na segunda posição do Campeonato Carioca, com 19 pontos. Como ainda está em período de formação da equipe, o técnico René Simões também considerou o resultado aceitável, além de justo.

O treinador alvinegro deu méritos ao adversário e já começou a avaliar os ajustes que precisa fazer em seu time. Confira os principais trechos da entrevista coletiva:

RESULTADO

- O Fluminense foi bem melhor, mereceu a vitória, jogou melhor. Tivemos um momento de lucidez, quando Jobson encobriu o goleiro, depois fizemos o gol e tivemos outra chance. Mas em todos os outros momentos o Fluminense foi melhor, teve mais organização e qualidade técnica. Hoje, principalmente, erramos muito o nosso passe. Nada a reclamar. Jogo de quatro gols é sempre agradável, mas é bom quando é para a gente.

ERROS DE PASSE

- O passe foi fundamentlaal nos dois tempos. Fechamos os lados, porque no início estava complicado, com eles dobrando em cima dos nossos laterais. Puxamos Gegê e Tomas, igualamos, abrimos o placar, mas eles empataram com méritos. Mas toda vez que precisávamos do passe erramos, tivemos vários impedimentos, não empurramos o Fluminense para trás. O tempo do passe estava ruim, aí ficava em impedimento. Não foi uma boa partida. O Botafogo não jogou e o Fluminense mereceu ganhar a partida. Quando os nossos laterais descem, acaba a jogada, termina num gol ou tiro de meta. Se erra passe, você fica exposto. Nos dois gols do segundo tempo estávamos com a bola, saindo, e ficamos descobertos. O problema não foi dos laterais, foi ter a bola e perder, entregar ao adversário.

ALTERAÇÕES

- Demos uma equilibrada depois do tempo técnico, o Fluminense não conseguia jogar com a facilidade do início. Não via por que mudar. Fizemos 1 a 0 e podíamos ter feito o segundo. Não tinha motivo para fazer alterações imediatas. Após o tempo técnico do segundo tempo, quando fiz as mexidas, o Fluminense cresceu. Impressionante, tem dias que dá certo e outros não.

- Jobson é um jogador que não acaba os 90 minutos com o mesmo potencial do início, tem uma queda normal, por tudo que viveu ano passado. Senti que estava começando a cair, porque perdeu duas bolas muito facilmente. O caso do Tássio foi um pensamento, os dois zagueiros estavam com cartões e podia dar certo. Teve uma bola e podia ter feito. Não funcionou, não tem jeito. No caso do Sassá, era um momento que tinha o Wellington Silva trabalhando forte, precisávamos de energia para marcar e trabalhar nas costas dele. Sassá quase fez o gol de empate. Mas quando perde é normal isso acontecer.

APRENDIZADO

- Eu falei com eles no vestiário que o Bayern de Munique foi campeão com 2 derrotas, o Cruzeiro com 6, o Joinville com 10. Se não souber encaixar o golpe, não chega ao título. Veio agora, belo aprendizado, vamos ver como todos reagem.

TIGRES

- Temos dois desfalques para o próximo jogo, Marcelo Mattos e Bill. Vamos terminar esse jogo, pensar e analisar tudo para decidir o que fazer para o próximo.

CORREÇÕES

- Temos que trabalhar mais esse passe, posse de bola. Porque nos dois clássicos fomos dominados e ficamos muito abaixo nesse quesito. Essa semana toda até falei na sexta que estava preocupado. Começaram a jogar o favoritismo, falar que o Botafogo é o time a ser batido. Fiquei preocupado. E tinha como adversário o Fluminense, mordido, que precisava dar resposta ao seu treinador, o Cristóvão. Jogou bem e venceu.

Danilo Santos